Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

Os espaços: o Porto.

 

«Carmen foi o mais louco amor impossível de Pedro. Eles mereciam que Deus não jogasse tanto aos dados e os tivesse ajudado, reunindo‑os na mesma cidade. Carmen teria sido a última, a definitiva. Para sempre. Mas trezentos quilómetros eram demasiados quilómetros para um homem atravessar sozinho, e ela vir para Lisboa era de mais: eram os estudos, depois o trabalho de Carmen, era a família, eram as referências que se perdiam e Lisboa não ter nada que sequer se aproximasse da beleza natural da foz do Douro. Eram os bons restaurantes,  o frio bom e o peixe fresco. Era o quarto de banho, a sertã. Era estar à beira e não ao pé. Era a casa de chá do Siza e os quindins da Petúlia. Contra isso, nenhum amor de nenhum homem pode lutar. A contenda é, dir‑se‑ia, injusta e desonesta. Como combater uma vida, uma cidade?»

publicado por umbloguesobreumlivro às 17:24
link do post | comentar | favorito
partilhar

.mais sobre mim

.pesquisar

.Março 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
30
31

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Onde a Vida se Perde apre...

. No Livros com Rum.

. Onde a Vida se Perde no b...

. Onde a Vida se Perde no p...

. No blogue da Biblioteca r...

. Onde a Vida se Perde no J...

. Foi boa a festa, pá.

. Onde a Vida se Perde na B...

. Onde a Vida se Perde na F...

. Onde a Vida se Perde no L...

.arquivos

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds